sexta-feira, 17 de junho de 2016

“NEM PAI NEM MÃE”.


Antonio Batista (IN MEMORIAN), nosso querido “Bonitinho”, em que pese sua boa idade, sempre foi uma “figura” de destaque no cenário dos bate-papos dos cafés e rodadas etílicas icoense.

Certa feita, haja vista seu sorriso largo e suas respostas na ponta da língua, foi “ele” incentivado a entrar na vida pública.

De logo se filiou a um partido político e candidatou-se a vereador de Icó.

Suas tiradas sempre foram de uma graça de “mover ecos” entre os presentes. Pois bem, Iniciam-se, à época, os comícios e as caravanas percorrem todo município.

Como fez bela amizade em Lima-Campos, distrito do Icó, marcou sua passagem pela campanha como representante do lugar, mesmo sendo o ilustre cidadão natural do Estado da Paraíba.

Na comunidade do Canto, zona rural, Bonitinho assistia atentamente os vibrantes oradores. Encabulado, entre uma fala e outra dos outros concorrentes, aproveitava para tomar algumas doses de aguardente.

Daí veio o primeiro orador.

- “Minha gente sou José, filho de Pedro, que muito prestou serviços ao nosso povo icoense; votem em mim por papai e mamãe” –

Daí veio o segundo orador.

- “Icoenses, sou Manoel, filho de Antonio, votem em mim por causa de meu pai e de mamãe” –

E por aí foram vários dos oradores.

Até que, enfim, chega à vez do nosso amigo Antonio Batista, o Bonitinho.

- “Povo do Icó, preciso de vocês para ser vereador. Como vocês ouviram esses meninos que falaram antes de mim, eles têm pai e mãe. Os meus já morreram faz tempo. Não tenho pai nem mãe. Sou órfão, pois, só tenho vocês” –

Quando abriram as urnas, somente Antônio Batista, o Bonitinho, restou eleito e bem votado naquelas eleições.Enquanto os meninos que tinham pai e mãe, ficaram todos na suplência!

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