Durante muitos anos funcionou em Icó, na Casa de Câmara, no centro histórico da
cidade, a cadeia pública que abrigava aqueles que feriam o ordenamento jurídico
penal.
Presos provisórios ou condenados ficavam por uns bons períodos ali trancafiados.
Além de chamar a atenção por sua beleza arquitetônica, com arquitetura neoclássica, a cadeia icoense tinha algo de muito pitoresco e histórias marcantes.
Francisco Cizota Tavares, o Cizota (Agente Prisional), contava lances imaginários e verdadeiros. Dentre os quais, que o “sino” posto na entrada do ergástulo nunca poderia ser tocado, pois era prenúncio de mortes e violência.
O carcereiro Cizota também chamava pra si algo de diferente, principalmente por ter o “tronco” bem maior do que o restante do corpo e sempre ter em seu poder a “chave da cadeia”, que pesava vários quilos e era enorme.
O comportamento do preso, repassado ao juiz da comarca, era feito verbal, pois Cizota escrevia poucas linhas. Foi-se da vida terrena, mas virou marco de nossa cultura e história recentes.
No livro do escritor icoense, Dr. Francisco Peixoto, tem diversas passagens deste personagem de nossa história.
Presos provisórios ou condenados ficavam por uns bons períodos ali trancafiados.
Além de chamar a atenção por sua beleza arquitetônica, com arquitetura neoclássica, a cadeia icoense tinha algo de muito pitoresco e histórias marcantes.
Francisco Cizota Tavares, o Cizota (Agente Prisional), contava lances imaginários e verdadeiros. Dentre os quais, que o “sino” posto na entrada do ergástulo nunca poderia ser tocado, pois era prenúncio de mortes e violência.
O carcereiro Cizota também chamava pra si algo de diferente, principalmente por ter o “tronco” bem maior do que o restante do corpo e sempre ter em seu poder a “chave da cadeia”, que pesava vários quilos e era enorme.
O comportamento do preso, repassado ao juiz da comarca, era feito verbal, pois Cizota escrevia poucas linhas. Foi-se da vida terrena, mas virou marco de nossa cultura e história recentes.
No livro do escritor icoense, Dr. Francisco Peixoto, tem diversas passagens deste personagem de nossa história.
Pois bem, ainda no governo de Fernando
Henrique Cardoso, em 2001-2002, através do projeto nacional MONUMENTA, o Icó e
seu patrimônio histórico receberam vários recursos do Governo Federal,
inclusive do Governo do Estado, para a recuperação e preservação de suas
igrejas e casarões.
Daí surgiu à idéia de transformar a velha cadeia em centro de artes, cultura e memória; o museu do ciclo do couro; um centro de informações turísticas; lojas de artesanato; restaurante, biblioteca municipal e a casa do cidadão, unidade especializada em expedir documentos pessoais para a população.
Doravante, os presos foram transferidos dali, para uma “cadeia improvisada”, à época, sem segurança alguma, na avenida Ilídio Sampaio, para que as obras tivessem início, mesmo sem higiene e condições humanas para a permanência destes. A estada seria efêmera, diziam.
O padre José Augusto fez um grande levante, tendo em vista a situação de inanição e adequações, vistos naquele local, para que surgisse uma solução para os presos.
O Governador do Estado, à época, Dr. Lúcio Alcântara, um amante das artes e da cultura dos nossos povos, prometeu construir uma nova cadeia no município, distante do centro histórico e dentro das normas estabelecidas.
Em 2006, em pleno período eleitoral, teve, enfim, o início da obra (cadeia de Icó), localizada agora no perímetro irrigado Icó\Lima-Campos.
Daí surgiu à idéia de transformar a velha cadeia em centro de artes, cultura e memória; o museu do ciclo do couro; um centro de informações turísticas; lojas de artesanato; restaurante, biblioteca municipal e a casa do cidadão, unidade especializada em expedir documentos pessoais para a população.
Doravante, os presos foram transferidos dali, para uma “cadeia improvisada”, à época, sem segurança alguma, na avenida Ilídio Sampaio, para que as obras tivessem início, mesmo sem higiene e condições humanas para a permanência destes. A estada seria efêmera, diziam.
O padre José Augusto fez um grande levante, tendo em vista a situação de inanição e adequações, vistos naquele local, para que surgisse uma solução para os presos.
O Governador do Estado, à época, Dr. Lúcio Alcântara, um amante das artes e da cultura dos nossos povos, prometeu construir uma nova cadeia no município, distante do centro histórico e dentro das normas estabelecidas.
Em 2006, em pleno período eleitoral, teve, enfim, o início da obra (cadeia de Icó), localizada agora no perímetro irrigado Icó\Lima-Campos.
Hoje, passados poucos anos de sua construção, a cadeia de Icó já se encontra completamente lotada e, pasme, na iminência de cair a qualquer momento; muros e celas rachadas. Presos temerosos.
Não é a toa, que vez por outra, um preso foge e sai cantarolando: "este não é o meu lugar, não vim aqui pra sempre ficar".
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