O ano era
1994!
Campanha para eleições estaduais (e federal). O prefeito do Icó, um conhecido “doutor”, liberou alguns secretários e vereadores, bem como pessoas outras, para “acertarem” os seus votos seja com quem fosse.
Vejam então, os fatos ocorridos naquele período eleitoral. Um grupo
pegou um ônibus fretado e seguiu para a capital.
Buscando legitimamente os votos dos munícipes icoenses, o correto Deputado Federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), foi ao encontro de alguns chamados líderes do Icó, numa churrascaria de Fortaleza (CE), na Avenida Bezerra de Menezes, para firmar compromisso político.
Iniciam-se,
assim, os discursos e as promessas de votos!
Surge o primeiro e entusiasmado
orador. “Este grupo político lhe repassará, no futuro próximo, cerca de
10 mil votos em Icó”, garantiu.
Outro líder, ainda mais empolgado, repetiu a oferta
de votos: “Serão 12 mil votos dos icoenses”, garanto.
E por aí
foi...
Depois de
várias palavras, surge para o discurso esperado, o nosso querido advogado,
ex-vereador em quatro legislaturas, ex-presidente da Câmara de Vereadores, Dr. José Elder dos
Santos (na foto de camisa preta), que à época tomava algumas dosezinhas de uísque.
“Se esta
turma trabalhar de verdade, eis que daremos a Vossa Excelência, Excelentíssimo Deputado Federal, uns 700 votos.
Somente e nada mais!”, verberou o Dr. Elder.
Foi o
bastante! Encerrou-se a reunião e nosso sincero Dr. Elder Santos foi, sumariamente,
excluído doravante, do grupo. Retornou de carona à Icó.
Resultado
da profecia: O DEPUTADO RAIMUNDO GOMES DE MATOS, ASSIM COMO DITO, RESTOU VOTADO
POR SOMENTE 800 ICOENSES.
Coisas do
Icó, que acontece até os dias atuais.

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