domingo, 9 de junho de 2013

Por Iderlande Bezerra.



A Peleja Dos Ativistas
 Com O Dragão.

Por Iderlande Bezerra.

Macula a sociedade
A hegemonia do dragão,
Lança a promiscuidade
Com o seu mal da alienação.
Sem alternatividade
Sucumbe toda nação,

Coabitando com animais
Dispersos no lixão,
Suas fisionomias espectrais
Buscam algo em putrefação.
São efeitos colaterais
Do que se diz progressão.

Pois o aprimoramento
Do sistema neoliberal
Traz o hipertrofiamento
Que é um resultado global,
Das cidades em desalentos
Sujeitadas a esse mal.

Muitos homens perscrutaram
A simetria social,
Mas seus sonhos se definharam
Na soberania colossal.
Seus legados transmutaram
No esboço multirracial.
  
Persistem os ativistas
Com a simetria social,
Mas a práxis marxista
Expõe uma luta desigual.
Não recuam os socialistas
Ao prisma internacional.

Muitos revolucionários
Pelejam contra o dragão.
Rechaçam os reacionários
Com a nefasta prescrição.
São demônios estigmatários
Impondo a exploração.

Essa guerra é secular
Mas agora se enfureceu.
O monstro vai especular
Do que ainda não pereceu,
Então vai aniquilar
Tudo que não retrocedeu.

Marxistas erguem as espadas
E fere a pauperização.
Refugiam-se nas chapadas
Os demônios com o dragão,
Pois temendo as ripadas
Planejam outra resolução

Para ampliar a tirania.
Mas os guerreiros prosseguem
Enfrentando artilharia.
As suas astúcias conseguem
Implementar uma avaria,
E os conflitos transcendem

No tempo e no espaço
Travando a democracia.
Escuta-se em cada paço
O almejo da alforria.
Alguns irrompem os laços
Da funesta supremacia.

Ver-se poeira e fumaça
Nas grandes periferias.
Isso não é uma ameaça,
São os fatos das histerias
Apanhando as suas caças
Nos escombros das galerias.

As crianças esmolando,
As moças se prostituindo,
Tantos jovens se drogando,
Os velhos se diluindo,
Os homens roubando.
São cenas daquelas ruínas!

Todos estão disputando
Os restos de alimentos.
Os seus corpos se atrofiando.
Só há nos seus pensamentos
A tristeza solapando
A dor em todo momento.

Temendo ser vencido,
O monstro lança o ópio
Que por todos é consumido.
As relações no ódio.
Nada será esquecido
Do confuso episódio.

Continua a persistência
Dos autênticos ativistas,
Desperta a consciência
Cantada pelos artistas.
Minimizar a decadência
São idéias dos esperantistas.

Se a guerra não apaziguar
Surgirá o cataclismo,
Com a sua fúria vai desaguar
Por causa do antagonismo.
Os homens vão se magoar
Caindo no fatalismo.

A potestade da fera
Terminará numa explosão,
Devastando a esfera
Matando a população.
Pois até mesmo atmosfera

Desmoronará no chão!

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