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Patrulhamento
Ideológico é um processo político de intimidação que é usado contra os
adversários para calá-los ou impedir que exponham os seus pensamentos ou
opiniões ou que se manifestem contra as ideias do “patrulhador” intolerante ou intoxicado pela sua ideologia radical.
É um instrumento
revolucionário leninista que, atualmente, tem também grande importância para a
atualização da reforma intelectual e moral da sociedade como parte da luta pela
hegemonia. Com este processo se faz a neutralização dos intelectuais
adversários ou mesmo indiferentes, por meio da crítica tendenciosa ou mesmo
pela desqualificação pessoal do adversário visado.
Não
se trata de contradizê-lo pelo debate, pela discordância ou crítica racional,
mas pela anulação do oponente sem discussão, o que significaria não aceitar
democraticamente a opinião contrária ou discordância.
A desqualificação do
opositor é o processo ostensivo mais usado no patrulhamento. Não se as idéias e
nem se critica o pensamento expresso pelo intelectual democrata. O que busca é
desprestigiar o autor e retirar-lhe a autoridade, idoneidade, para invalidar a
obra.
O adversário
geralmente é estigmatizado como um ser “reacionário”,
ou ser de “direita”, “fascista”, “autoritário”, por ser dos “banqueiros
internacionais”, da globalização, etc, etc, etc. Infeliz do opositor que
tiver “telhado de vidro”, com
certeza será crucificado publicamente.
A extrafiltração do
intelectual democrata é outra forma de patrulhamento, dissimulado e invisível.
Importa em tirar espaço de sua atividade e ao alcance de sua influência.
Em primeiro lugar,
isolando-o e constrangendo-o em seu lugar de trabalho ou no seu campo de
atividade, nos órgãos de comunicação social, nas universidades, nas escolas,
nas editoras, na área artística, nas repartições publicas, nas empresas
estatais e até mesmo em certas empresas privadas onde os intelectuais de peso
têm apreço e já conquistaram a hegemonia.
Se o intelectual
democrata se acomodar no silencio defensivo e se submeter à opressão deste tipo
oculto de patrulhamento, poderá eventualmente conservar seu emprego, caso
contrário, acabará despedido ou levado a demitir sob pressão, artimanha ou
esvaziamento funcional.
Muitas vezes o
afastamento do reacionário é conseguido por “denúncias” públicas falsas ou manipuladas, sempre de origem
oculta, mas amplamente orquestrada nos noticiários. A chamada “fritura” é uma forma de extrafiltração
ou defenestração do alvo patrulhado.
O Patrulhamento
Ideológico nestas duas formas é uma espécie de terrorismo intelectual e moral,
antidemocrático, implacável e inescrupuloso.
Estes adjetivos se
aplicam geralmente às pessoas que voluntária ou remuneradamente o praticam;
algumas, convencidas de estarem cumprindo um “dever ético” revolucionário, outras com certo rancor e sadismo
político.
O “patrulhador” é uma pessoa má,
rancorosa, preconceituosa, intolerante, e freqüentemente, mentirosa e anônima.
Cumpre sua função de agente carcereiro da “prisão
sem grades”.
O Patrulhamento
Ideológico não é apenas um instrumento revolucionário, mas a antecipação de
outros métodos que o Estado Totalitário, a estatolatria de Antonio Gramsci,
aplicará para realizar as transformações da sociedade civil e do individuo,
após a conquista do poder.
(Autor: Sérgio
Augusto de Avellar Coutinho).

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